A polêmica por trás das bonecas hiper-realistas
Nas últimas semanas, os bebês reborn — bonecas feitas à mão com aparência idêntica a de recém-nascidos — têm gerado debates intensos na internet. Embora existam há décadas, essas bonecas hiper-realistas voltaram aos holofotes graças a influenciadoras que colecionam e interagem com elas em vídeos que viralizam no TikTok e no YouTube.
A discussão vai além da estética: afinal, brincar com bonecas na vida adulta é um problema de saúde mental ou apenas um hobby como outro qualquer?
Especialistas têm se posicionado sobre o tema, trazendo à tona argumentos a favor e contra esse tipo de prática. Segundo a psicóloga Larissa Fonseca, entrevistada pela CNN Brasil, o uso das reborn pode, sim, ser terapêutico, desde que feito com consciência e equilíbrio.
Por que o assunto está em alta?
Além do conteúdo emocional e delicado, os vídeos com bebês reborn despertam curiosidade pelo realismo das bonecas e pelas histórias que as pessoas contam em torno delas. Algumas criadoras de conteúdo simulam o dia a dia como se estivessem cuidando de um bebê de verdade — com direito a mamadeira, troca de fralda e até consultas médicas.
Essa mistura entre arte, afeto e fantasia gerou uma enxurrada de curtidas, mas também acendeu alertas. Projetos de lei começaram a ser discutidos no Congresso Nacional, tentando limitar o uso da imagem dessas bonecas em ambientes públicos ou comerciais.
🔗 Leitura recomendada: G1 – Projeto propõe regulamentar uso de bonecas realistas
Na próxima parte, vamos explorar o que dizem psicólogos e psicanalistas sobre o uso dessas bonecas como ferramenta de enfrentamento de traumas, luto ou doenças como Alzheimer.
Bebês Reborn como Terapia: Um Alívio ou Uma Fuga da Realidade?
A visão da psicologia sobre o uso das bonecas na vida adulta
Segundo especialistas, o uso dos bebês reborn pode ir além da coleção e do entretenimento. Há casos em que essas bonecas são utilizadas como uma espécie de apoio emocional, especialmente em situações delicadas como o luto, a depressão ou doenças degenerativas como o Alzheimer.
A psicanalista Fabiana Guntovitch, em entrevista à CNN, destacou que a boneca pode servir como “um símbolo que permite o contato com emoções profundas e traumas mal resolvidos”. Ela ressalta que, em alguns contextos, a boneca não substitui a psicoterapia, mas pode complementar um processo terapêutico já em andamento.
Casos reais que comovem e levantam questionamentos
Em um dos exemplos mais comoventes citados pela especialista, uma senhora diagnosticada com Alzheimer se acalmava apenas ao segurar uma boneca reborn. “Na mente dela, ela voltou a um tempo onde cuidava dos próprios filhos, e essa conexão emocional promove conforto”, explicou.
Entretanto, há um alerta importante: quando o uso da boneca se transforma em isolamento social ou substitui completamente a convivência com pessoas reais, pode se tornar um sinal de que há um problema maior envolvido. Nessas situações, o acompanhamento psicológico é imprescindível.
🔗 Fonte: CNN Brasil – Bebês Reborn e saúde mental
Bebês Reborn e o Pinterest: Quando o Hobby Vira Tendência e Negócio
Explosão nas redes sociais e a estética que atrai visualizações
Com o aumento de influenciadoras digitais exibindo suas coleções de bebês reborn, o assunto ganhou força no Pinterest, onde a busca por imagens hiper-realistas dessas bonecas tem crescido de forma expressiva. O visual encantador, aliado ao apelo emocional, gera grande engajamento na plataforma — especialmente entre mulheres que já consomem conteúdos relacionados à maternidade, artesanato e colecionismo.
De acordo com dados do próprio Pinterest, categorias como “artesanato realista”, “bonecas colecionáveis” e “bebês reborn” têm apresentado crescimento consistente. Isso demonstra que há não apenas interesse visual, mas também uma demanda por produtos, tutoriais e informações sobre o tema.
🔗 Veja você mesma: Pesquisas sobre Reborn Dolls no Pinterest
Uma oportunidade para quem deseja transformar paixão em renda
Muitas criadoras de conteúdo estão monetizando essa tendência. Elas vendem:
- Bonecas personalizadas feitas à mão;
- Roupinhas e acessórios exclusivos;
- Cursos sobre como fabricar bebês reborn;
- Conteúdos digitais (e-books, vídeos, templates de marketing);
- Serviços de personalização para colecionadores.
A plataforma do Pinterest, por ser altamente visual e voltada à descoberta de produtos, se torna um excelente canal para empreender com o nicho dos reborn. Ao focar em boas imagens, SEO nas descrições e links externos para sua loja virtual, é possível transformar seguidores em compradores fiéis.
🔗 Confira ideias de como vender no Pinterest: Central de Negócios Pinterest
Bebês Reborn: Limites entre o Hobby, a Terapia e o Excesso
Quando o brincar deixa de ser saudável?
Apesar da crescente popularidade, o universo dos bebês reborn também levanta questionamentos. Muitos se perguntam: até que ponto colecionar e interagir com essas bonecas é saudável? A resposta está no equilíbrio emocional e na intenção por trás da prática.
Segundo especialistas em saúde mental, o uso de bonecas hiper-realistas pode ser benéfico como uma ferramenta terapêutica — especialmente em casos de luto, depressão ou Alzheimer. No entanto, é essencial que esse uso seja pontual, acompanhado de profissionais da área da psicologia, e não se torne uma fuga da realidade.
🔗 Leia mais sobre o assunto em: Entrevista com psicólogas sobre Reborn – CNN Brasil
Riscos de exagero e alienação
Assim como qualquer hobby, quando levado ao extremo, o colecionismo pode impactar negativamente outras áreas da vida. O isolamento social, a substituição de relações humanas por vínculos com objetos ou a negação da realidade são sinais de alerta. Por isso, é importante:
- Ter acompanhamento psicológico caso a ligação com a boneca esteja relacionada a traumas ou perdas;
- Manter uma vida social ativa e equilibrada;
- Encarar o bebê reborn como um hobby, não como um substituto emocional.
Considerações finais
Os bebês reborn podem ser fonte de afeto, beleza, renda e até apoio emocional. No entanto, como toda prática intensa, requer equilíbrio. Ao unir essa paixão a plataformas como o Pinterest, é possível não só compartilhar esse amor com o mundo, mas também transformá-lo em uma oportunidade criativa — desde que feito com consciência